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CSAT: o que é, fórmula, como calcular e modelos de pesquisa no WhatsApp

CSAT é a porcentagem de clientes satisfeitos com uma interação específica, calculada assim: respostas positivas ÷ total de respostas × 100. Com 160 notas 4 ou 5 em 200 respostas, o CSAT é 80%. Este guia traz as duas formas de calcular, a diferença para NPS, CES, TMA, TME e FCR, o que distorce a nota e como perguntar no WhatsApp, com modelos prontos.

Operações CCXEntrega · Operação · 2 nov 2026 · 23 min de leitura
Ilustração de cinco rostos, do triste ao muito feliz, cada um sobre a barra das suas respostas, e um cartão escuro com um gráfico de pizza
Uma nota só diz algo ao lado da fórmula, do número de respostas e do que foi feito com ela. Ilustração.

O que você leva

  • A fórmula com conta resolvida, top-2-box ou média, e por que o mesmo atendimento gera números diferentes
  • CSAT, NPS, CES, TMA, TME e FCR lado a lado, com fórmula e o momento de usar cada um
  • WhatsApp em 2026: janela, categoria do template, limite de botões e modelos para quatro setores

O que é CSAT e qual é a fórmula

CSAT é a sigla de Customer Satisfaction Score, o índice de satisfação do cliente. Ele mede a satisfação com algo específico que acabou de acontecer: um atendimento, uma entrega, uma visita. A pergunta costuma ser direta, como “Como você avalia este atendimento?”, e a resposta vem numa escala curta, quase sempre de 1 a 5.

A fórmula é CSAT = (respostas positivas ÷ total de respostas) × 100. Na escala de 1 a 5, o corte mais comum conta as notas 4 e 5 como positivas. É o que fazem os guias da Qualtrics, da Octadesk e do Zendesk, conferidos em 02/11/2026.

Veja a conta num exemplo criado só para ilustrar. Uma loja encerrou 1.000 conversas no mês e mandou a pesquisa em todas. Responderam 200 pessoas, e 160 deram nota 4 ou 5. O CSAT é 160 ÷ 200 = 0,80, ou seja, 80%. A taxa de resposta é outro número: 200 ÷ 1.000 = 20%.

O erro de conta mais comum está no denominador. Dividir as 160 notas positivas pelas 1.000 conversas dá 16%, e isso já não é CSAT. O índice divide pelas respostas, e por isso precisa aparecer sempre com o número de respostas ao lado.

O CSAT tem um limite claro. Ele fotografa um momento e não diz se o cliente vai voltar ou recomendar a empresa. Serve para corrigir a operação, enquanto outras métricas tratam da relação e do esforço. O guia de atendimento ao cliente mostra como esse número entra na rotina da equipe.

Top-2-box ou média: as duas formas de calcular o CSAT

Existem duas contas em uso. O top-2-box, a caixa das duas melhores notas, é a porcentagem de respostas 4 e 5. A média soma todas as notas e divide pelo número de respostas, com resultado entre 1 e 5. A primeira diz quantos clientes ficaram satisfeitos. A segunda resume a distribuição inteira num número só.

As duas podem apontar para lados opostos. Imagine duas equipes fictícias, cada uma com 100 respostas. A equipe A teve 50 notas 5, 30 notas 4, 10 notas 3, 5 notas 2 e 5 notas 1. A equipe B teve 30 notas 5, 60 notas 4, 5 notas 3, 3 notas 2 e 2 notas 1.

Pela média, a equipe A ganha: 415 ÷ 100 = 4,15, contra 413 ÷ 100 = 4,13. Pelo top-2-box, a equipe B ganha com folga: 90%, contra 80%. A equipe A tem mais notas máximas e também o dobro de notas 1 e 2, com 10 contra 5. Essa diferença some quando só um número vai para o relatório.

Há uma terceira conta que confunde. Dividir a soma das notas pelo máximo possível transforma a média em porcentagem. A equipe A ficaria com 415 ÷ 500 = 83%, que parece comparável aos 80% do top-2-box, mas mede outra coisa. A documentação do Zendesk mostra as duas no mesmo fornecedor: o Suporte divide tickets bons por tickets avaliados, e o painel de pesquisas do Zendesk QA divide a soma das respostas pelo máximo.

O corte também varia entre guias conhecidos. Em 02/11/2026, o blog do Zendesk chamava de positivas as notas acima de 8 na escala de 0 a 10. O da HubSpot, num exemplo, contava as respostas de 5 a 7. A RD Station tinha um texto com CSAT de 0 a 10 e outro de 1 a 5 ou Sim/Não. Cada escolha é defensável, e por isso CSAT de fontes diferentes raramente se compara.

A regra prática cabe numa frase: escreva a fórmula ao lado do número. “CSAT top-2-box, escala de 1 a 5, pesquisa logo após a conversa resolvida, 200 respostas” é um dado que dá para usar. Se mudar a conta, recalcule o histórico ou abra uma série nova. Sem isso, o gráfico mostra uma melhora que só existe na planilha.

Qual é um bom CSAT? O problema dos benchmarks

Não existe um número universal. Guias de mercado repetem faixas como 75% a 85%, quase sempre sem dizer qual pergunta, escala ou corte gerou o dado. Sem isso, a faixa não serve de régua. Este artigo não traz referência por setor porque não encontramos uma fonte primária comparável para pesquisa feita em conversa.

A comparação errada mais comum envolve o ACSI, o índice americano de satisfação. O blog da HubSpot, conferido em 02/11/2026, atribui a ele sua tabela de CSAT por setor, e a Qualtrics também aponta para ele. Só que o ACSI é um índice de 0 a 100, feito com a média ponderada de três perguntas em escala de 1 a 10. Um 78 no ACSI não significa 78% de clientes satisfeitos.

Compare só o que é igual: mesma pergunta, mesma escala, mesmo corte, mesmo momento, mesmo canal e tipo de cliente parecido. Quase sempre, a comparação que vale é com o seu próprio histórico, separado por motivo de contato. Uma queda de nota em “atraso de entrega” diz mais do que a distância para um número achado na internet.

O decreto do SAC obriga a medir a satisfação do cliente?

Depende da empresa. O Decreto 13.135, de 9 de outubro de 2026, publicado no Diário Oficial em 13 de outubro e em vigor 20 dias depois, revogou o Decreto 11.034/2022. Ele cita o “grau de satisfação dos consumidores” uma única vez, no art. 2º, inciso IV. Ali, plataformas digitais de intermediação, de transporte remunerado privado individual e de entrega devem apresentar à Senacon seus modelos de atendimento com indicadores, e esse é um deles.

Os demais fornecedores alcançados pelo decreto, listados no art. 1º, parágrafo único, são os de serviços regulados pelo governo federal, conforme os critérios de cada agência, e os de serviços financeiros digitais supervisionados pelo Banco Central. O texto não traz para eles uma obrigação geral de pesquisa. O guia de SAC no WhatsApp detalha o resto das regras.

Três artigos pesam nesta medição. O art. 6º, inciso I, proíbe mensagem publicitária nos canais do SAC em qualquer etapa, o que pesa contra pesquisa com cupom. O art. 13, § 2º, manda informar o tempo estimado de espera quando o consumidor escolhe atendimento humano em canal eletrônico, o que puxa o TME para a tela do cliente. E o art. 8º, parágrafo único, impede condicionar o atendimento humano a dados prévios, então a pesquisa nunca vira pedágio.

Fora do Brasil, a regra pode ser mais dura. Na Espanha, a Lei 10/2025 manda as empresas no seu escopo manterem um sistema documentado de satisfação e, no art. 18, proíbe pesquisa antes de resolver o caso. Vale como lição geral: perguntar antes da solução mede a pressa, e não o atendimento.

CSAT, NPS e CES: diferença em tabela

CSAT. Mede a satisfação com uma interação. Pergunta: “Como você avalia este atendimento?”. Escala: em geral de 1 a 5. Fórmula: respostas positivas ÷ total de respostas × 100. Momento: logo depois da interação. Serve para corrigir atendimento, entrega e processo.

NPS (Net Promoter Score). Mede a disposição de recomendar a empresa. Pergunta: “De 0 a 10, qual a chance de você nos recomendar?”. Escala: 0 a 10. Fórmula, conforme a Bain: % de promotores (9 e 10) − % de detratores (0 a 6). Momento: periódico, fora de um atendimento específico. Serve para acompanhar a relação com a marca.

CES (Customer Effort Score). Mede o esforço para resolver algo. Criado pela consultoria CEB, tem como redação citada “A empresa facilitou a solução do meu problema”. Escala: varia, com versões de 1 a 5 e de 1 a 7. Fórmula: média das notas, ou porcentagem das notas altas. Momento: logo após a tarefa. Serve para tirar atrito.

Contas de exemplo, com dados fictícios. NPS: em 300 respostas, 150 promotores, 90 neutros e 60 detratores dão 50 − 20 = +30, um saldo e não uma porcentagem. CES: em 200 respostas de 1 a 7, com 7 como muito fácil, 150 notas 5, 6 ou 7 dão 75%. Confira a direção da escala: no guia da SurveyMonkey, o 1 é muito fácil e nota baixa é boa.

Use CSAT para saber como foi aquele atendimento. Use CES quando a suspeita for atrito, como transferências e dados pedidos duas vezes. Use NPS para a relação, com uma amostra que inclua clientes sem contato recente com o suporte. Faça uma pergunta por pesquisa. Empilhar as três na mesma mensagem cansa quem responde e mistura o que cada uma mede.

Indicadores de atendimento: TMA, TME e FCR, com fórmula e conta

TMA, o tempo médio de atendimento, é o tempo total dos atendimentos ÷ atendimentos concluídos. Exemplo fictício: 40 atendimentos que somam 480 minutos dão TMA de 12 minutos. Decida antes se a conta inclui o registro feito depois da conversa e mantenha o critério, como recomenda a RD Station em seu guia de agosto de 2026.

TME, o tempo médio de espera, é o tempo total de espera ÷ atendimentos iniciados. Exemplo fictício: 60 clientes que esperaram 240 minutos no total dão TME de 4 minutos. A média esconde pico. Se nove clientes esperam 2 minutos e um espera 62, o TME é 8 minutos e a mediana é 2. Olhe as duas, mais o caso mais lento.

FCR, a resolução no primeiro contato, é (casos resolvidos no primeiro contato ÷ casos elegíveis) × 100. A SQM Group, especializada nessa métrica, tira da base o que nem podia ser resolvido, como número errado e contato abandonado. Exemplo fictício: 390 casos em 500 elegíveis dão 78%. A conta depende de uma escolha sua, a de quantos dias um novo contato sobre o mesmo assunto derruba o caso.

No WhatsApp, essas contas pedem ajuste. A conversa é assíncrona: o cliente some por horas e volta, e um atendente cuida de várias ao mesmo tempo. Se o TMA contar do início ao fim da conversa, ele mede o sumiço do cliente. Some só o tempo ativo, ou separe tempo até a primeira resposta, tempo até resolver e mensagens por caso.

O valor está em ler em conjunto. TMA caindo com FCR caindo costuma ser pressa, e a conversa volta, alerta que a RD Station também faz. TME alto com CSAT estável pode indicar que quem desistiu nem respondeu. CSAT alto com FCR baixo pede uma olhada em quem está respondendo a pesquisa.

Um atalho para escolher: fila e tamanho da equipe, TME; carga de trabalho, TMA; retrabalho, FCR; percepção, CSAT; atrito, CES; relação, NPS. Se só puder começar com três, fique com TME, FCR e CSAT. Um mostra a espera, outro a resolução, e o terceiro a opinião do cliente sobre as duas.

O que distorce a nota: quem responde, quando e como se pergunta

Quem responde raramente representa todo mundo. Volte às 1.000 conversas, 200 respostas e 160 positivas. Se as 800 pessoas caladas estivessem todas insatisfeitas, o índice real seria 16%. Se estivessem todas satisfeitas, seria 96%. O CSAT de 80% está certo como conta, e a satisfação real pode estar em qualquer ponto dessa faixa. Quanto menor a taxa de resposta, mais larga ela fica.

Há estudo sobre a direção do erro. Mazor e coautores, na revista Health Services Research de 2002, analisaram 82 médicos e 6.681 pacientes de um plano de saúde em Massachusetts, com 32% de resposta. Médicos com resposta maior tinham nota média maior. Na simulação, a amostra enviesada inflou a nota, ainda mais entre os pior avaliados. É um único contexto, de saúde, mas o mecanismo cabe no atendimento.

A amostra também encolhe antes da resposta. Pesquisa disparada só em conversa resolvida deixa de fora quem desistiu na fila e quem foi embora sem solução. A Bain cita um filtro desse tipo, o da empresa que nunca pesquisa quem teve o pedido negado. Meça também abandono e reabertura, ou a nota fica bonita por construção.

O momento muda o que está sendo medido. Logo após a conversa, a nota fala do atendimento. Dias depois, ela mistura produto, entrega e memória. Perguntar antes de resolver mede a simpatia da pessoa. Escolha um momento por tipo de pesquisa e mantenha. Atendimento e entrega pedem perguntas separadas, em horas diferentes.

A escala também pesa. Trocar de cinco para três opções, mudar a ordem dos botões, inverter a direção ou trocar palavras por carinhas cria uma série nova. Rode as duas versões em paralelo por um período antes de aposentar a anterior, para saber quanto da mudança veio do formato.

O pedido de voto é uma distorção antiga. No artigo Net Promoter 3.0, de 2021, Reichheld e coautores citam frases como “vou perder o emprego se você não me der 10” e prêmios por nota alta, e falam em estatísticas de vaidade. A regra é simples: a pesquisa sai automática, ninguém pede nota, ninguém escolhe quem recebe, e nenhum brinde depende da resposta.

Como perguntar no WhatsApp: janela de 24 horas, categoria e opt-in

Comece pela janela de 24 horas. A documentação da Cloud API diz que ela começa quando o cliente manda mensagem ou liga, e reinicia a cada nova mensagem. Dentro dela, a pesquisa vai como mensagem de serviço, sem template e sem aprovação. Fora dela, só com template aprovado. Encerrar a conversa e perguntar na hora é o caminho mais simples.

Fora da janela, a categoria decide. A página de categorização de templates da Meta, lida em 02/11/2026, lista “Feedback Surveys” entre os objetivos de utility, para colher opinião sobre pedidos, transações ou atendimentos anteriores. A condição é a especificidade: a pesquisa precisa citar o pedido ou a interação. Um exemplo oficial diz que o cliente falou com a empresa sobre um pedido e pergunta “How was your experience?”.

O outro lado está na mesma página. Pesquisa genérica não é aprovada como utility. Pesquisa com conteúdo promocional é conteúdo misto, e conteúdo misto é marketing. Conteúdo pouco claro também. Em resumo, a Meta costuma tratar como utility a pesquisa ligada a um pedido ou atendimento citado, e como marketing a pesquisa solta ou com oferta. O guia de categoria de template traz o resto da régua.

A categoria pode mudar depois de aprovada. Quando entende que um utility é marketing, a Meta atualiza a categoria com um dia de aviso, ou na hora para quem já recebeu alerta por abuso, e dá 60 dias para contestar. Virar marketing muda o preço e traz o limite de marketing por pessoa, que aparece como erro 131049. Aí parte dos clientes nem recebe a pesquisa.

Antes de tudo vem a permissão. A documentação lembra que só se envia mensagem a quem deu opt-in, e a política do WhatsApp, atualizada em 23 de setembro de 2026, manda respeitar todo pedido para parar e recomenda explicar como sair de cada categoria. Quem respondeu “não quero mais pesquisa” sai da lista. O guia de opt-in no WhatsApp mostra como registrar isso, inclusive pela LGPD.

Há um detalhe útil de operação. A documentação de templates diz que o botão de resposta rápida, quando tocado, manda o texto do botão para a empresa, e a de preços diz que a janela abre a cada mensagem do usuário. Na prática, o toque abre a janela, e a pergunta aberta seguinte pode ir como mensagem de serviço. A Meta não descreve o caso nesses termos, então teste no seu número antes de escalar.

Botões, lista ou Flow: o formato limita a escala da pesquisa

Esta armadilha não apareceu em nenhum dos guias lidos para este artigo: o WhatsApp limita os formatos, e o formato define a escala. A mensagem interativa com botões de resposta aceita até 3 botões, com até 20 caracteres no título. Cabem “Ruim”, “Regular” e “Ótimo”. Não cabe a escala de 1 a 5.

A mensagem de lista aceita até 10 linhas no total, com até 24 caracteres por título. Nela, cabe a escala de 1 a 5 com rótulos, ao custo de um toque a mais, porque o cliente precisa abrir a lista antes de escolher. O NPS de 0 a 10 tem 11 opções e não cabe nem aí. Para ele, use um Flow ou peça a nota digitada e trate as respostas fora do padrão.

No template, a documentação permite até 10 botões de resposta rápida, com até 25 caracteres cada. Só que templates com 4 ou mais botões não aparecem nos clientes de desktop do WhatsApp, e o usuário recebe o aviso para ver a mensagem no celular. O mesmo vale para quem mistura resposta rápida com outro tipo de botão. Se boa parte da sua base usa o computador, três botões evitam esse desvio.

O WhatsApp Flows entra quando há mais de uma pergunta, como nota, motivo e comentário, em telas dentro da conversa. A API de Flows tem a categoria SURVEY, e a Meta recomenda tarefas de até 5 minutos e no máximo 10 opções por tela. Para enviar, a empresa precisa ser verificada e manter qualidade alta. Para uma pergunta só, o Flow é exagero.

Escolhido o formato, não misture as séries. Uma nota de três botões não se compara com uma de cinco, e um “Regular” de três opções não equivale a um 3 de cinco. Se o WhatsApp usa três botões e o e-mail usa cinco, reporte separado. E defina antes o que é positivo na escala curta: se só “Ótimo” conta, o número cai sem que nada tenha piorado.

Modelo de pesquisa de satisfação: quatro modelos prontos

Os modelos abaixo são pontos de partida, com variáveis entre chaves. Todos citam a interação, não trazem oferta e não pedem dado pessoal. Nenhum pede CPF, documento, senha, código ou cartão. A política do WhatsApp proíbe pedir número completo de cartão, de conta e de documento de identidade, e a LGPD, no art. 6º, III, limita o tratamento ao mínimo necessário. Para identificar o caso, use o número do pedido que você mesmo enviou.

E-commerce, depois da entrega. “Seu pedido {{1}} foi entregue em {{2}}. Como foi essa compra?” Botões: Ruim, Regular, Ótima. Se a nota for baixa: “Sentimos muito. O que deu errado com o pedido {{1}}?” Pergunte sobre o suporte em outra pesquisa, ligada à conversa, para não misturar entrega e atendimento.

Clínica, depois da visita. “Como foi o atendimento da recepção na sua visita de {{1}}?” Botões: Ruim, Regular, Ótimo. Segunda pergunta: “O horário combinado foi respeitado?” Sim ou Não. Não cite especialidade, exame, sintoma ou tratamento. A política veda pedir informação de saúde quando a regulação impede que ela passe por sistemas sem requisitos reforçados, e a LGPD trata dado de saúde como sensível no art. 5º, II.

SaaS, depois do chamado. “Você falou com o suporte sobre o chamado {{1}}. Seu problema foi resolvido?” Botões: Sim, Em parte, Não. Se a resposta for Sim: “De 1 a 5, como foi o atendimento?”, numa lista. Essa ordem dá um FCR percebido pelo cliente antes da nota. Convite para plano maior ou novidade do produto transforma o template em marketing.

Logística, depois da entrega. “A entrega {{1}} foi registrada em {{2}}. Deu tudo certo?” Botões: Sim, Tive problema, Não recebi. Aqui a resposta vale mais como alerta do que como nota: “Não recebi” abre um caso na hora. A Meta dá um exemplo parecido como utility, o de um pedido entregue com o convite para avisar se houve algum problema.

A pergunta aberta serve para os quatro: “Quer contar o que poderíamos ter feito melhor?” Deixe opcional e diga quem vai ler. Três erros a evitar: cupom por resposta, texto que sugere a nota, como “nos dê 5 estrelas”, e duas perguntas numa só, como “atendimento e prazo”. Cada um deles muda o que a nota significa.

Taxa de resposta da pesquisa: como medir sem número inventado

A taxa de resposta é (respostas ÷ pesquisas entregues) × 100. Use as entregues, porque falha de envio não é recusa do cliente. Exemplo fictício: 900 entregues e 180 respostas dão 20%. Os status do WhatsApp permitem abrir o funil em enviadas, entregues, lidas e respondidas. Na CCX Messages, o painel mostra enviadas, entregues, lidas e falhas, e avisa quando as falhas passam de 1%.

Este artigo não traz média de resposta no WhatsApp porque não encontramos fonte primária, com método aberto, para esse número. Os valores que circulam misturam canal, setor e momento. Meça o seu e compare com você mesmo, por motivo de contato e por tipo de pesquisa.

O que testar: pergunta única, um toque só, envio logo após a resolução, texto que diga de qual atendimento se trata e nenhuma pesquisa para quem tem outro caso aberto. Mude um item por vez, com grupos comparáveis. Se um formato aumenta a resposta e derruba a nota, isso pode ser boa notícia, porque a amostra talvez esteja mais perto da base real.

Controle a frequência. Defina um intervalo mínimo entre pesquisas para o mesmo cliente e no máximo um lembrete. A política do WhatsApp liga mensagem indesejada ao risco de bloqueio, e a pesquisa também é uma mensagem que entra na conta: desde 1º de outubro de 2026, a Meta voltou a cobrar mensagem de serviço acima de uma franquia mensal por número.

Como agir na nota baixa: fechar o ciclo e dar retorno em prazo

Fechar o ciclo é avisar o cliente de que a opinião foi ouvida e levar o caso para dentro da empresa. Em artigo de 2012, Markey e Reichheld, da Bain, citam a Charles Schwab e a divisão de varejo da Apple entre as que miram responder em 24 horas à nota negativa. O prazo da sua empresa é decisão sua, desde que exista e seja cumprido.

Um processo simples tem cinco passos. A nota 1 ou 2 gera um alerta. O caso ganha um dono, de preferência o supervisor de quem atendeu. O dono lê a conversa antes de falar com o cliente. O retorno sai dentro do prazo. E o motivo fica registrado numa lista curta: atraso, produto, informação errada, demora na resposta, atitude.

No WhatsApp, a resposta do cliente reabre a janela, então o retorno pode sair como mensagem de serviço nas 24 horas seguintes. Depois disso, só com template, sujeito às regras de categoria. Por isso, o prazo interno para nota baixa deve ser menor que a janela, e a fila precisa mostrar o relógio desses casos.

O retorno funciona quando é curto e concreto: “Oi, {{nome}}, aqui é {{supervisor}}. Li a sua conversa sobre {{assunto}} e vi que {{problema}}. Já fiz {{ação}}. Isso resolve para você?” Sem justificativa longa, sem pedir nova nota e sem oferta automática. Compensação é decisão do caso. Se virar gatilho da nota, o cliente aprende a dar nota baixa.

O retorno resolve uma pessoa, e a lista de motivos resolve a causa. Uma vez por mês, leve os motivos que mais pesam para quem pode mudar: logística, produto, financeiro. Registre o que mudou e veja se a nota daquele motivo se move nos meses seguintes.

Cuidado ao usar a nota alta. Mandar só quem deu 5 para avaliar no Google é o chamado filtro de avaliações. A política de conteúdo do Google Maps proíbe pedir seletivamente avaliação positiva, desencorajar a negativa e oferecer incentivo em troca de avaliação. Se quiser avaliação pública, peça a todos, sem depender da nota.

Como acompanhar o CSAT por atendente e por canal sem virar punição

Com poucas respostas, a nota individual é ruído. Pela aproximação normal, a margem de erro de uma proporção é 1,96 × √(p × (1 − p) ÷ n). Com CSAT de 80%, dá cerca de 17,5 pontos com 20 respostas, 7,8 com 100 e 3,9 com 400. E essa conta supõe amostra aleatória, o que pesquisa voluntária não é. O manual de estatística do NIST avisa que, em amostra pequena, ela pode ser imprecisa.

Logo, um atendente com 85% e outro com 75%, com 20 respostas cada, podem estar empatados. Não ranqueie por semana e não mostre placar público. Junte um período longo, coloque o número de respostas ao lado da nota e olhe a tendência. A própria Bain escreve que o objetivo principal desse ciclo “não é ranquear funcionários”.

Separe o que a pessoa controla. Nota baixa por atraso da transportadora ou por política de reembolso fala do processo, e não de quem atendeu. Marque o motivo antes de atribuir a nota, e defina quem leva a nota da conversa transferida. A lei espanhola pede essa separação: o sistema deve identificar se a insatisfação vem da prestação do serviço ou do atendimento.

Use a nota para treinar. Leia com o atendente três conversas: uma boa, uma ruim e uma surpreendente. Evite bônus ligado à nota individual. No Net Promoter 3.0, os autores contam que atrelar a nota ao bônus da linha de frente fez a equipe cuidar mais da nota do que do cliente. Se a empresa quer premiar, use metas de equipe e combine CSAT, FCR e reabertura.

Por canal, a comparação só vale com a mesma escala e o mesmo momento, e o corte por motivo vem antes do corte por canal. Quando a IA atende primeiro, separe as conversas resolvidas pela IA, as transferidas e as que só tiveram pessoas. Todo agente deve se apresentar como IA no primeiro contato, para a nota não medir um engano.

Na CCX Messages, o inbox junta os canais numa fila só e, nos números com o agente de IA ligado, a conversa resolvida recebe uma pesquisa de satisfação de um clique. O painel traz a parte operacional: SLA em risco, tempo de resposta mediano, fila sem responsável, filtro por atendente e exportação em XLSX. A aba Flows do Contato 360 mostra as respostas dos formulários, e a página do time de suporte mostra como isso se organiza.

Checklist antes de ligar a pesquisa

01Escreva a fórmulaTop-2-box ou média, escala, corte, momento e canal. O número vai sempre com a fórmula e com a quantidade de respostas.
02Faça uma pergunta sobre uma interaçãoCite o pedido, o chamado ou a conversa. Pergunta genérica mede pouco e não passa como utility fora da janela.
03Confira a janela antes de enviarDentro das 24 horas, mensagem de serviço. Fora, template aprovado, com a categoria conferida pelo conteúdo.
04Tire a oferta da pesquisaCupom e novidade viram marketing para a Meta e, em quem está no decreto do SAC, esbarram na proibição de publicidade no canal.
05Case a escala com o formatoTrês botões, lista de até 10 linhas, até 10 respostas rápidas no template, ou Flow. Não misture séries de formatos diferentes.
06Não peça documento nem saúdeNada de CPF, senha, código ou cartão. Em clínica, pergunte sobre recepção e horário, sem citar especialidade ou exame.
07Reporte três números juntosCSAT, número de respostas e taxa de resposta sobre as pesquisas entregues, com abandono e reabertura ao lado.
08Dê dono e prazo à nota baixaAlerta, leitura da conversa, retorno ao cliente e motivo registrado, sempre com o prazo interno menor que a janela.
Ver o painel da CCX Messages

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